16/04/2012 - 09:50
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Corrupção

Mensalão: o preço do voto

Infográfico de VEJA.com aponta os beneficiários da propina, as datas dos pagamentos, os valores e sua correspondência com votações no Congresso

O empresário Marcos Valério, operador do mensalão, em frente ao Congresso Nacional

O empresário Marcos Valério, operador do mensalão, em frente ao Congresso Nacional (Alan Marques/Folha Imagem)

"Trata-se da mais grave agressão aos valores democráticos que se possa conceber." É assim que a Procuradoria-Geral da República (PGR) qualifica o mensalão, nas alegações finais do processo. E a explicação da PGR é cristalina: "No momento em que a consciência do representante eleito pelo povo é corrompida (...), a base do regime democrático é irremediavelmente ameaçada". Para chegar a esta síntese do maior escândalo de corrupção da história do país, agora prestes a ser julgado pelo Supremo Tribunal Federal, o Ministério Público reuniu as mais variadas evidências de recebimento de propina — testemunhos, recibos, livros contábeis, laudos, TEDs, DOCs, entre outros — e, a exemplo das CPIs que se debruçaram sobre o assunto, mostrou sua correspondência com a votação de matérias caras ao governo. Infográfico de VEJA.com aponta os beneficiários do esquema, as datas, os valores, os intermediários e as votações citadas na denúncia.

Sete anos de escândalo

Para entender o mensalão
Série de ferramentas e infográficos de VEJA.com recapitula questões centrais do mensalão, o maior escândalo político da história do país. 'A hora da sentença', que abriu a série, revisa o desenrolar do caso no Supremo. Outros destrincham os crimes apontados, o papel de cada mensaleiro na quadrilha, os saques do valerioduto, as provas apontadas pela Procuradoria-Geral da República, a defesa dos réus e o esquema do julgamento.

O conjunto de provas é suficiente para afastar as principais teses da defesa dos mensaleiros. A recorrência dos saques em dinheiro e do uso de laranjas — motoristas, assessores, a mulher, o irmão, o contínuo —  evidencia que os beneficiários do valerioduto não ignoravam a origem ilícita do dinheiro. E a correspondência entre votações e os saques desautoriza a versão de que se tratava de pagamentos desinteressados ou casuais. Quanto a isso, a PGR cita na acusação trecho do relatório final da CPI dos Correios que apontou, como exemplo, que nos dez dias anteriores ou posteriores à votação da Reforma Tributária ocorreram 18 visitas à agência do Banco Rural em Brasília e foram retirados R$ 2.020.000 do valerioduto.

O julgamento do mensalão está previsto para o mês que vem —  só falta o ministro Ricardo Lewandowski concluir a revisão do processo. Em suas alegações finais, a PGR "espera sinceramente que a atuação do Supremo Tribunal Federal (...) servirá de exemplo, verdadeiro paradigma, para o Poder Judiciário brasileiro e, principalmente, para toda a sociedade a fim de que os atos de corrupção, mazela endêmica no Brasil, sejam tratados com o rigor necessário".

Leia também: Querem apagar os crimes do mensalão

Comentários


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Andre

Os sacanas estão se divertindo com a paciencia da população, será que não é o momento de dar-mos o troca para essa cambada de ladrões ?

16.04.2012

Daniel

Vamos torcer para que não acabe em meia calabreza e meia mozzarela.

16.04.2012

Delço Teixeira de Sousa

Eu acredito que deveríamos fechar o CONGRESSO para proteger o DINHEIRO SUADO DO POVO ou METERMOS a cabeça nos LIVROS para entendermos o que é POLÍTICA e banir esta cambada de corruptos da Liderança Pública, OS FILHOS BASTARDOS da MÃE PÁTRIA que se os precionarem, seriam capazes de vender a prórpia mãe deles por causa (..)

16.04.2012

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sebastiao dario medeiros

Não deixaremos que os políticos corruptos apaguem a história deste escândalo criminoso denominado de MENSALÃO. Estamos de olho no trabalho do STF! Tenho certeza que o Supremo Tribunal não decepcionará a nação brasileira!

16.04.2012

 

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